Se perguntarmos a alguém o que deseja na vida, provavelmente a resposta
incluirá a palavra sucesso e felicidade. "O sucesso na vida, disse um
dia Dr.Sears aos seus filhos, não será medido pelo dinheiro que ganharem
ou títulos que obtiverem, mas sim pelo número de pessoas cujas vidas
tiverem melhorado devido ao que vocês fizeram." Sábias palavras que
levam a uma profunda reflexão, pois o que mais queremos é ter sucesso
como pessoas. E nós, pais e mães, queremos muito mais o sucesso enquanto
pais e mães. O melhor negócio da vida é a família. E existem algumas
chaves para pais bem sucedidos que proporemos a seguir. Pais bem sucedidos prestam atenção aos seus filhos. Estão em sintonia
com eles. Em outras palavras: estão "conectados". Para isso é necessário
apurar a sensibilidade para poder perceber as limitações e
potencialidades de cada um e ajudá-los a irem se aperfeiçoando como
pessoas. Devemos sempre ter em mente que não estamos educando crianças e
sim os adultos de amanhã. Pais bem sucedidos pensam na vida futura dos
filhos em termos de caráter e consciência. E para perceber as limitações
e potencialidades, para estar em sintonia faz-se necessária a
convivência. O tempo partilhado entre os membros da família é
extremamente importante. Há uma diferença entre "passar tempo junto" e
"conviver" ou "partilhar o tempo". Pais e filhos podem estar
"fisicamente juntos" assistindo a um programa de T.V, por exemplo; mas
sem nenhuma interação, sem nenhuma "partilha". É de suma importância
para o desenvolvimento sadio dos filhos que pais e filhos convivam para
que descubram gostos, potências e habilidades. A outra chave para pais bem sucedidos é que conheçam seu papel na vida
familiar e participem ativamente. Esta chave é completada por outra
intimamente ligada a ela e se refere à estar à vontade no papel de pai
ou mãe. Esse papel envolve comprometimento emocional e com frequência
envolvimento direto no cuidado e educação dos filhos. Para isso os pais
devem cultivar características importantes como: integridade, ética,
coerência entre fala e ação, clareza de propósitos e motivação. Devem,
além disso, ser inspiradores e encorajadores. Respeitar os filhos como pessoas diz respeito à amá-los e valorizá-los e
serem capazes de administrar seus conflitos. Não me refiro aqui à noção
sentimentalista do amor. Sem dúvida alguma a demonstração do afeto é
extremamente importante, mas o amor não é um sentimento, amor é uma
ação, um ato da vontade. Amar quer dizer estender-se com o propósito de
nutrir o crescimento e o aperfeiçoamento do outro e isso supõe
sacrifício. Quando amo, saio de mim mesmo em direção ao outro. Por isso,
amor e limites, amor e educação são complementares e não podem existir
sem o outro. Gosto muito do título do livro de Içami Tiba "Quem ama,
educa", porque o verdadeiro amor supõe educação, orientação, limites,
arestas aparadas.
ALESSANDRA LONGOBARDI NASCIMENTO PERES é professora formada pela
Universidade Estadual de Londrina. Especializou-se em Ensino de Língua
Estrangeira e trabalhou durante vinte anos com adolescentes. Casada e
mãe de 5 filhos com idades entre 20 e 7 anos; é pós graduada em
Orientação Familiar pela Universidade de La Sabana - Colômbia e UEPG e
docente da Pós-Graduação: Instituto da Família - FTSA, no Curso de
Especialização em Desenvolvimento e Orientação da Família.
Fonte: http://www.ftsa.edu.br/midias/artigos/67-4-chaves-para-pais-bem-sucedidos-