O PODER DA AUTOESTIMA FEMININA
A figura materna é fundamental para que as filhas tenham autoestima. Essa é a conclusão de um estudo que Dove realizou com 3.300 mulheres de dez países, incluindo o Brasil, todas na faixa entre 15 e 64 anos. Das garotas brasileiras entrevistadas, 57% apontaram a mãe como a primeira pessoa a influenciar seus sentimentos em relação à própria beleza.
A pesquisa também revelou que 92% das meninas entre 15 e 17 anos adorariam mudar algo no corpo, e que para 97% delas, uma transformação física melhoraria a autoestima.
Esses números poderiam ser menos cruéis se as mães soubessem que participam da autoimagem de suas filhas. O psicólogo Marco Antonio de Tommaso acredita que mães com boa autoestima repassam esse sentimento às filhas. Confira a entrevista:
VITAL - A partir de que idade a mãe deve estimular a autoestima da filha?
Marco Antonio - Desde a infância. Até os dois anos de idade, não se exige manifestações verbais porque a criança ainda não compreende direito o sentido das palavras, mas já identifica atitudes de carinho, afeto e amor incondicional.
VITAL - Mães com boa autoestima passam confiança às filhas? Como?
Marco Antonio - Sem dúvida. As mães com boa autoestima lidam de forma madura e equilibrada com o espelho. Sabem que o que é belo para uma pessoa pode não ser para outra e as filhas absorvem esses conceitos naturalmente. A garota precisa sentir que a mãe gosta dela incondicionalmente. Além disso, acho essencial abrir espaço para o diálogo.
VITAL - E quais os erros mais comuns nessa relação?
Marco Antonio - Fazer comparações é terrível, assim como o excesso de proteção, porque a criança pensa que é incapaz. Mães que exigem desempenhos absurdos podem, sem querer, descontar nos filhos as suas frustrações. O que vale é ensinar que os erros são uma oportunidade de aprendizagem.
VITAL - Por fim, qual a importância da boa autoestima na vida das pessoas?
Marco Antonio - Uma pessoa com boa autoestima está preparada para enfrentar todos os desafios do dia a dia e encarar defeitos e qualidades de modo mais realista. Ela se torna socialmente mais ativa, com maior capacidade para desenvolver atividades e projetos. Pessoas autoconfiantes acreditam em sinais internos, como intuição e criatividade, e são flexíveis para encarar mudanças.
Fonte: http://www.portalvital.com/sua-vida/autoestima/o-poder-da-autoestima-feminina