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Finanças para os pequenos

Ao ensinar a criança a lidar com o dinheiro, você contribui para a formação de um adulto consciente e financeiramente responsável

 

Segundo especialistas, as crianças devem aprender a lidar com dinheiro desde pequenas. Afinal, ter a noção hoje de quanto custa um doce ou um brinquedo é importante para que ela saiba administrar seu salário quando for adulta.
 

Para o economista João Batista Sundfeld, até os 6 anos não é indicado dar uma mesada com regularidade, pois o pequeno ainda não tem noção de valores. Nessa fase, no entanto, os pais podem dar esporadicamente algum dinheiro. "Incentive seu filho a guardá-lo em um cofrinho, para que aprenda a economizar e comprar algo que deseja", ensina João.
 

A recomendação é abrir o cofrinho com a criança, ensiná-la a contar o quanto economizou e levá-la para escolher o que quer comprar. "Porém, é importante verificar o preço e comparar com o total economizado. Se o valor é insuficiente, mas a diferença, irrisória, os pais podem ajudar. Caso contrário, explique que será necessário economizar mais um pouco", alerta. Converse com carinho, mas seja firme. "Lembre-se de que, dessa forma, você estará ajudando seu filho a se tornar um adulto consciente e financeiramente responsável", orienta a psicóloga Angela Maria Maranho Vivan.


A partir dos 7 anos, o pequeno começa a se familiarizar com os números e já pode ganhar a mesada. "Estipule um valor compatível com a idade", ressalta o economista. Uma sugestão é que, até os 10 anos, os pais deem 1 real por idade, semanalmente. Assim, uma criança de 8 anos receberia 32 reais mensais, por exemplo. No entanto, o cálculo depende do orçamento familiar. "Ela pode usar um pouco desse dinheiro para comprar o que deseja, mas deverá poupar uma parte", orienta.
 

Já a adolescência é a fase em que os garotos e as garotas consolidam seus conhecimentos sobre como lidar com as finanças. Saber de onde vem e para onde vai o dinheiro é o mais importante. "Os pais que fazem todas as vontades dos filhos acabam por torná-los pessoas irresponsáveis. O ideal é utilizar uma planilha para demonstrar o valor da ´entrada´ (caso da mesada) e o valor da ´saída´ (resultado da soma dos gastos com lanches, cinemas e outras despesas)", orienta o economista.


É fundamental, ainda, que os valores sejam adequados à cultura e ao nível de renda de cada família. Muitos pais têm dado o cartão de crédito para o filho adolescente. "Essa é uma prova de extrema confiança, e recomendo que o cartão seja concedido apenas depois que o jovem esteja maduro - entre 16 e 18 anos", alerta João. Ângela, por sua vez, considera importante que os pais supervisionem os gastos até que o adolescente esteja plenamente maduro em sua relação com o dinheiro. "Esse monitoramento pode ser gradativamente reduzido, mas mantido a distância até que atinja a vida adulta", conclui.




 

Fonte: http://www.portalvital.com/sua-vida/crianca/financas-para-os-pequenos

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