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Os 120 anos do Instituto Butantan

Professor Jorge Queiroz    Por Jorge A.Queiroz e Silva      
  Sexta-feira, 19/02/2021, 09h25
  Fonte: Por e-mail - De Curitiba
  Imagem: JB Treinamento em Informática | Um jeito novo de ensinar          Bandeira do Brasil

Imagem: Dimas Tadeu Covas, Diretor do Instituto Butantan e Presidente do Conselho Curador da Fundação Butantan.
Imagem: Dimas Tadeu Covas, Diretor do Instituto Butantan e Presidente do Conselho Curador da Fundação Butantan.

Aos 23 de fevereiro de 2021, o Instituto Butantan, o que mais produz vacinas no Brasil, completará 120 anos de gloriosas histórias.

A partir do porto de Santos-SP, em 1899, uma peste bubônica se espalhou. Preocupada, a administração pública criou o laboratório de produção de soro na Fazenda Butantan, zona oeste da cidade de São Paulo, sob o comando do mineiro Vital Brazil, cientista e médico, com objetivo de eliminar a doença. Este laboratório, denominado Serumtherápico, foi o embrião do Instituto Butantan, inaugurado em 23 de fevereiro de 1901.

Na contemporaneidade, o Butantan é renomado centro de pesquisa biomédica, com destaque nas pesquisas científicas e tecnológicas, bem como em suas divulgações, na produção de imunobiológicos, o maior do país, na produção de soros que combatem o envenenamento de cobras, aranhas, escorpiões. Vacinas contra Hepatite A e Hepatite B, raiva, HPV, Influenza Trivalente, H1N1 e DTPa, entre outros, são produzidas no Instituto Butantan.

E em meio ao novo coronavírus (Covid-19), causador da pandemia nacional e global, o Instituto Butantan, em parceria com a chinesa Sinovac Biotech, biofarmacêutica, está desenvolvendo a Vacina CoronaVac contra a enfermidade epidêmica em curso, esperança de imunização dos brasileiros e brasileiras. 
         
Dimas Tadeu Covas, Diretor do Instituto Butantan e Presidente do Conselho Curador da Fundação Butantan, explicou ao site da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (FAPESP) de que forma o Butantan está participando do desenvolvimento da CoronaVac:
 
A associação com a Sinovac foi feita para agilizar o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19. O primeiro fator que justificou esse acordo é que a CoronaVac já estava pronta em abril de 2020. Foi uma adaptação de uma vacina anterior contra outro coronavírus, o Sars-CoV-1, causador da Sars [Síndrome Respiratória Aguda Grave]. Ela era feita com uma tecnologia de produção que dominamos, a de vírus inativado, muito parecida com a usada na fabricação da vacina contra a dengue. O segundo fator foi a possibilidade de trazer uma vacina rapidamente para o Brasil. O acordo envolvia o fornecimento de matéria-prima pela Sinovac. O Butantan já trouxe para o país o equivalente a 10 milhões de doses até dezembro de 2020, e teremos volumes adicionais até o final de 2021. Hoje, cuidamos apenas do envase e de uma mudança de formulação. Na China, as ampolas têm dose única. Já no Butantan, produzimos 10 doses por frasco, que é o habitual. Para incorporar a tecnologia de produção, estamos construindo uma fábrica multipropósito. Ali, produziremos a vacina contra a Covid-19 e outras com base em cultivo viral em células Vero [linhagem comumente usada em culturas microbiológicas, sintetizadas a partir de células isoladas dos rins de macacos]. A transferência que nos interessa é exatamente a do banco de células Vero, pois conhecemos a tecnologia de produção. Utilizamos o cultivo do coronavírus na produção de soro anticoronavírus [vacinas induzem a produção de anticorpos, enquanto soros são os próprios anticorpos]. As células usadas pela Sinovac, na produção da vacina, são as mais adequadas para o crescimento do vírus. O acordo prevê o repasse, se for de nosso interesse.

(...) O que precisamos avaliar é a conveniência de produzirmos a vacina no Brasil. Isso depende do ritmo da pandemia e do desenvolvimento de outras vacinas. A Sinovac tem uma grande capacidade de produção. A partir de outubro de 2021, quando a fábrica estiver operacional, é que vamos decidir sobre a incorporação dos bancos e a possibilidade de produção da vacina no instituto.  

Sugiro que você dê um passeio pelos MUSEUS DO INSTITUTO BUTANTAN, assistindo o VÍDEO abaixo:


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Jorge Antonio de Queiroz e Silva Historiador, palestrante, professor.

 

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