Lembranças de Vinicius de Moraes

Rememoram-se 40 anos de falecimento de Vinicius de Moraes (19 de outubro de 1913 a 9 de julho de 1980), porém ele continua vivo no imaginário social, na diplomacia, na dramaturgia, na poesia, no canto e na composição, só para dizer alguns dos seus talentos. (Prof. Jorge Queiroz)

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O novo coronavírus, motivo da pandemia global, altera a vida das pessoas, em âmbito individual e profissional, a exemplo da alteração que ocorre na educação do ensino básico. (Texto Prof. Jorge Queiroz)

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Enumero três momentos da vida de Sergio Fernando Moro, natural de Maringá - PR (10 de agosto de 1972), ex-ministro da Justiça, ex-magistrado, professor universitário. (Texto Prof. Jorge Queiroz)

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Pandemia e educação

Professor Jorge Queiroz    Por Jorge A.Queiroz e Silva      
  Sexta-feira, 01/05/2020, 09h00
  Fonte: Por e-mail - De Curitiba
  Imagem: JB Treinamento em Informática | Um jeito novo de ensinar          Bandeira do Brasil
Crédito da imagem: InfoEscola.
Crédito da imagem: InfoEscola.

O novo coronavírus, motivo da pandemia global, altera a vida das pessoas, em âmbito individual e profissional, a exemplo da alteração que ocorre na educação do ensino básico.

O isolamento social por causa do vírus impossibilitou a convivência presencial nas escolas, gerando o ensino remoto. E esta convivência é um bem valioso, possivelmente o maior.

É certo que a modalidade de ensino híbrido, a mescla do ensino presencial com o ensino a distância, iria se configurar até 2021. No entanto, com o intuito de manter estudantes em rotina de aprendizado, em meio à pandemia, começou em abril, porém a aprendizagem está deficitária.

De acordo com Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), este é um ano perdido:

Esse vai ser um período mais do que perdido. Eu lamento dizer para os pais que acreditam nisso, que não está funcionando. As crianças estão ficando esgotadas e não estão aprendendo. No fim da pandemia, essas crianças vão ter problemas decorrentes de saúde mental, pela pressão que está sendo exercida.

[...] Todas as pesquisas sérias em termos de pedagogia, neurociência e didática, vão mostrar que a educação depende, especialmente no processo inicial, que vai da creche até o ensino médio, de vínculo. E o vínculo não é só entre educador e educando, como diria Paulo Freire, é um vínculo também dentro da turma. Os alunos aprendem entre si. 

Para a realização do ensino remoto, cuja iniciativa advém de inúmeras Secretarias Estaduais de Educação, foram realizados acordos de interesses de grupos poderosos de tecnologia, conforme explica Daniel Cara:

Estão, na verdade, estimulando um processo de educação a distância que interessa mais aos empresários da educação.

[...] São as companhias de telefonia, que podem fornecer a tecnologia 4G, as plataformas de educação a distância e as fundações empresariais que já vendem esse pacote na prática.

[...] Antes mesmo de a gente ter uma noção concreta do impacto da pandemia sobre a educação, eles já tomaram uma série de iniciativas para estruturar grandes negócios. A gente sabe que o negócio da educação no Brasil é de mais de R$ 200 bilhões. E os empresários, lógico, querem uma fatia desse bolo. 

O ensino remoto, cognominado Aula Paraná, a partir dos relatos de inúmeros colegas da educação pública do Paraná, não está sendo realizado a contento. Existem problemas com a operacionalização do sistema Google Classroom, um recurso do Google Apps voltado à educação; dificuldades por parte de estudantes que não têm acesso suficiente aos recursos tecnológicos; a falta de hábito para atividades remotas, inclusive por parte do professor, e por aí vai...

Renato Feder, Secretário Estadual de Educação do Paraná, admitiu que 10%, de um milhão de estudantes, não têm condições de acessar as aulas virtuais por nenhum tipo de tecnologia.

Diante dessa situação, Tadeu Veneri, Deputado Estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT), critica Renato Feder:

Ele vive no maravilhoso Mundo de Alice. Não leva em conta o mundo real das pessoas, onde mesmo aqueles alunos com acesso à tecnologia têm muitas dificuldades para assimilar o conteúdo sem o auxílio dos professores. E se pensarmos que são cerca de cem mil estudantes sem aulas virtuais, estamos falando de um grande contingente de crianças que estão à margem desse sistema. 

Concluo com o texto divulgado no Dia da Educação, 28 de abril, no jornal Folha de São Paulo, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ):

Garantir educação de qualidade para todos, de forma inclusiva e equitativa, é o caminho para assegurarmos todos os outros direitos humanos e construirmos um mundo mais justo, solidário e sustentável. 


Jorge Antonio de Queiroz e Silva, historiador, palestrante, professor.


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