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A Peste e Decameron

Professor Jorge Queiroz    Por Jorge A.Queiroz e Silva      
  Domingo, 29/03/2020, 11h50
  Fonte: Por e-mail
  Imagem: JB Treinamento em Informática | Um jeito novo de ensinar          Bandeira do Brasil

Imagem: Albert Camus, Prêmio Nobel de Literatura de 1957, autor de A Peste. Credito da imagem: Folha de São Paulo.
Imagem: Albert Camus, Prêmio Nobel de Literatura de 1957, autor de A Peste. Credito da imagem: Folha de São Paulo.

Em meio ao confinamento por causa da pandemia do Coronavírus (COVID-19), indico as leituras de dois livros que alimentam a inteligência, ocupam o tempo, contribuem com o entendimento de outras tragédias que levaram ao passamento de milhares de pessoas e possibilitam análises à luz do contexto atual.

Na primeira indicação, o livro Decameron, tendo por cenário a peste bubônica, conhecida como peste negra, que dizimou um terço da população europeia, entre os anos 1347 e 1350, Giovanni Boccaccio (1313-1375) apresenta uma coleção de 100 novelas relatadas por jovens que procuravam se proteger da peste. Leiamos trecho dessa obra-prima:

(...) E a peste ganhou maior força porque dos doentes passava aos sãos que com eles conviviam, de modo nada diferente do que faz o fogo com as coisas secas ou engorduradas que lhe estejam muito próximas. E mais ainda avançou o mal: pois não só falar e conviver com os doentes causava a doença nos sãos ou os levava igualmente à morte, como também as roupas ou quaisquer outras coisas que tivessem sido tocadas ou usadas pelos doentes pareciam transmitir a referida enfermidade a quem as tocasse.

As pessoas que estavam em bom estado de saúde fugiam amedrontadas, porém muitas morreram por displicência.

Na segunda indicação, A Peste, romance de Albert Camus (1913-1960), tendo como pano de fundo a epidemia oriunda dos ratos, na cidade de Orã, Argélia, no continente africano.

Camus, que estudou a história de inúmeras pestes, usou a alegoria, figura de linguagem, uma vez que a cidade de Orã lembra o domínio nazista na Europa da Segunda Guerra Mundial.

Essa linguagem metafórica é traduzida como forma de resistência ao totalitarismo, às pandemias que, de fato, ocorrem periodicamente e trazem desgraças, porém ensinam.

Jorge Antonio de Queiroz e Silva, historiador, palestrante, professor.


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