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Lançamento do livro Brasil Um País Emergente - A Frágil Democracia

   Por Joaquim B. de Souza, Editor
  Sexta-feira, 28/02/2020, 10,h46
  Fonte: da Redação
   Imagem: JB Treinamento em Informática | Um jeito novo de ensinar         Bandeira do Brasil

Imagem: Capa do livro Brasil, Um País Emergente, a frágil democracia
Imagem: Capa do livro Brasil, Um País Emergente, a frágil democracia

Em países emergentes a democracia não se sustenta em longo prazo devido a sua fragilidade. Vez e outra sofrem revés derrubando por terra anos de tentativa de consolidação do fardo democrático. O que se percebe são falácias e demagogias sustentadas pelo grande poder econômico, político, judiciário, sob a tutela do Estado Republicano. Pois, países emergentes como o Brasil dependem das grandes economias mundiais e sob o jugo dessas acabam se tornando subservientes e reféns dessas mesmas economias que ditam as regras do jogo. A história tem provado isso.

Exemplo mais recente foi o processo de impeachment[1] que levou a cassação da presidenta Dilma Rousseff eleita com mais de 54 milhões de votos, no dia 31 de agosto de 2016, como se o efeito das urnas não valesse de nada e todo o aparato eleitoral caiu tosca numa decisão quase que circense mediante um espetáculo midiático.

Primeiramente, naquele espetáculo tacanho no dia 11 de maio em que o país vira incrédulo o circo de horrores proporcionarem aquela votação escabrosa. Depois, não caótico, o Senado Federal[2] depois de longos meses de tramitação do processo desde a instauração na Câmara dos Deputados[3], a presidente Dilma Rousseff[4] perdeu o mandato por 61 votos contra 20. Portanto, tratando-se de democracia de um país emergente se percebe a exorbitância da diferença do peso e da medida do voto: 54 milhões de votos valem menos do que 61 votos a serviço e interesse do poder econômico e político.

A ela fora atribuído crime de responsabilidade, denominadas de "pedaladas fiscais", referindo-se a repasse de recursos do Plano Safra e pela edição de decretos de créditos suplementares sem autorização do Congresso. Entretanto, para a população leiga nunca ficou esclarecido, devido ao grande envolvimento político e interesses de grupos econômicos em afastar o PT do governo. Os interesses econômicos e políticos sempre tiveram acima do interesse do povo e da vontade democrática.

Nesse meio estavam lados opostos e contraditórios do modelo de produção capitalista. De um lado, o partido que defende a bandeira do trabalhador, as classes sociais menos favorecidas. De outro lado, a elite dominante que alegava o fardo da conta por essa distribuição de renda através de programas sociais, universidades para todos e excessos de direitos trabalhistas, segundo suas correntes ideológicas.

Portanto, como comportaram esses grupos de interesses tão opostos: parlamentares da bancada do Partido dos Trabalhadores, base do governo na Câmara, desde que iniciou o processo ocupavam a Tribuna da Casa para reafirmarem sempre que a presidenta estava sendo condenada por um crime que não cometera. O que para eles, significava se tratar de um golpe parlamentar[5]. Pois a prática pela qual a presidenta estava sendo julgada foi exercício comum de governos antecessores que nunca foi sequer enquadrado como crime de responsabilidade.

Porém, a direita que tinha sim um afinco desejo de ver o PT fora do poder buscavam a reafirmação se utilizando de diversas frentes, mas sempre de direita, para sustentarem a tese de crime de responsabilidade, portanto, nesse caso, a cassação devia ser culminado na pena máxima, ou seja, o fim do mandato. De repente, coniventemente, passou-se para o judiciário valer a tese de que má gestão administrativa e ignorância política ser um crime e como tal passível de punição.

O grupo denominado de direita contou com o apoio e propagandas em massa com intuito de enfraquecerem a imagem do governo diante da opinião pública e fortalecerem as manifestações de ruas que levariam parlamentares na tribuna da Câmara reafirmarem a ingovernabilidade da presidenta.

Porém, para os aliados do governo, o termo "pedalada fiscal" pauta de discussão e motivação do processo nunca pertenceu a nenhum artigo de lei. Era como se inventassem um crime para punir o criminoso. Foi criado com um grau de gravidade tão grande que se basearam para cassar a presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos. Entretanto, esses discursos estavam cada vez mais sem credibilidade e um novo Brasil desenhado para depois do fim da era PT convencia a população que o impeachment era inevitável.

Para parlamentares do Partido dos Trabalhadores "Esse golpe[6] é contra um projeto de gestão pública. Não é um golpe contra a presidenta apenas, é um golpe contra um conjunto de políticas públicas que estão sendo implementadas no País". (Henrique Fontana, PT-RS).

O que o leitor vai ter em mãos a partir deste ponto são inúmeras publicações, uma mais emotivas, outras mais técnicas, com fonte nos sites Notícias de Jussara PR[7], sobre o tema em curso que construiu a desconstrução da democracia que muito defendiam como consolidada e viram cair por terra num golpe parlamentar orquestrado para afastar a classe trabalhadora do poder e do governo brasileiro (Sic).

[1] Processo instaurado com base em denúncia de crime de responsabilidade contra alta autoridade do poder executivo (p.ex., presidente da República, governadores, prefeitos)
[2] Ocupado por 81 senadores de diversos partidos políticos.
[3] Câmara dos Deputados é ocupada por 513 deputados.
[4] Primeira mulher eleita democraticamente na história da república.
[5] Segundo a bancada do PT o processo de impeachment se tratou de um golpe parlamentar.
[6] Todas as vezes que aparecer o termo "golpe" se tratar de uma tese defendida por aqueles que defendiam as instituições democráticas.
[7] Portal de notícias livres www.noticiasdejussara.com.br



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