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Uma piada sem graça do governo

Professor Jorge Queiroz    Por Jorge A.Queiroz e Silva      
  Domingo,07/07/2019, 15h40
  Fonte: Por e-mail
Bandeira do Brasil

Imagem: A resistência das pessoas acampadas defronte ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, considerada a capital mais fria do País.

Imagem: A resistência das pessoas acampadas defronte ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, considerada a capital mais fria do País.

 

O governo do Paraná, propôs na semana passada o cômico reajuste geral de 5,09% para servidores da educação, saúde, segurança, entre outros: 0,5% a partir do próximo mês de outubro; 1,5% a partir de março de 2020; 1,5% a partir de janeiro de 2021; 1,5% a partir de janeiro de 2022. Os reajustes dos dois últimos anos dependerão de condicionantes, ou seja, das receitas correntes líquidas alcançarem sucessivamente, no mínimo 6,5% e 7%. Para o reajuste acontecer, servidores e servidoras deverão aceitar o fim da licença-prêmio. Uma piada!

Os (as) servidores (as), em Greve desde o dia 25 de junho, com salários defasados há três anos e meio, totalizando 17,2%, pedem 4,94%, o que condiz com a inflação dos últimos 12 meses, além da proposta para a quitação do pagamento dos atrasados.

Diante desse quadro, parabenizo servidores (as) que não se curvaram diante da proposta ridícula advinda do governo de plantão e permanecem em Greve. Parabenizo, de modo especial, a resistência de pessoas que estão acampadas defronte ao Palácio Iguaçu, na cidade de Curitiba, considerada a capital mais fria do País, com temperaturas negativas.

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Além dos salários defasados em 17,2%, os servidores do poder Executivo vêm carregando o Estado nas costas, por intermédio do Projeto de Lei 252/2015, encaminhado por Beto Richa, então governador do Paraná, à Assembleia Legislativa, que alterou a ParanaPrevidência (Massacre do Centro Cívico de 29 de abril de 2015 - 213 feridos), possibilitando o legado de saque de R$ 6 bilhões, até o presente, do patrimônio da Previdência.


E tem mais. Ocorreram, para professores e professoras:
- a diminuição de duas horas-atividades (tempo pedagógico fora da sala de aula), para quem tem um padrão de 20 horas/aulas semanais;
- a diminuição de quatro horas-atividades para quem tem um padrão de 40 horas/aulas semanais.

Em consequência, mais tempo em sala de aula e sem retorno financeiro, e por aí vai....

A maioria da população do Estado, inclusive, muitos estudantes, conscientes, reconhecem que a solução está agora com o governo e não no esfolamento dos (das) servidores (as), conforme explicitado acima. 


Jorge Antonio de Queiroz e Silva, historiador, palestrante, professor.



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