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Servidores com salários hiperinflacionados entram em greve

Professor Jorge Queiroz    Por Jorge A.Queiroz e Silva      
  Domingo, 23/06/2019, 08h45
  Fonte: Por e-mail
Bandeira do Brasil

Crédito da imagem: APP-SINDICATO
Crédito da imagem: APP-SINDICATO

Servidores da educação, saúde, segurança, entre outros, entrarão em Greve na próxima terça-feira, 25, por tempo indeterminado. Seus salários estão defasados há mais de três anos, totalizando 17,2%.

Grevistas pedem 4,94%, o que condiz com a inflação dos últimos 12 meses, além da proposta para a quitação do pagamento dos atrasados.

Ratinho Junior, governador do Paraná, ao ser entrevistado, em Londrina, pela Folha de Londrina na última quinta-feira, 20, disse que "quer dar o reajuste. O problema é que o governo não tem dinheiro".

A atualização dos salários dos servidores impactaria R$ 1 bilhão, cujo valor não está disponível no caixa, conforme a fala do governador. Disse ainda que, para diminuir a defasagem dos salários dos servidores, teria que aumentar a tributação:  "Aí nós vamos falar com a população, se ela quer aumentar impostos para dar reajuste para servidor".

Em contrapartida, Hermes Leão, presidente da APP-SINDICATO, enfatizou que a categoria discorda dos argumentos do governo:  

Na verdade há disponibilidade para o reajuste de 4,94%, o que não se vê é disposição de fato. Esse governo mantém a mesma equipe da época Beto Richa. Já vínhamos debatendo isto e os balanços orçamentários demonstram o acerto das defesas que realizamos. 

Hermes Leão não deixou de criticar o governador por responsabilizar a possível resposta da sociedade pelo aumento ou não dos impostos para repor os salários dos servidores que estão defasados: "É uma escolha de comunicação desrespeitosa com os servidores e com a população. O governador não recebeu os servidores para este debate."

Aos 6 de maio do ano corrente, José Lázaro Jr., do Livre.jor, escreveu à Gazeta do Povo um especial intitulado "Paraná ‘abre mão' de R$ 1 a cada R$ 5 que teria para receber em imposto". Leiamos partes deste consciencioso trabalho:   

Com os antecessores Beto Richa (PSDB) e Cida Borghetti (PP), a renúncia fiscal foi de R$ 10 bilhões em 2018. Em 2020, com Ratinho, chegará a R$ 11 bilhões. (...) Mas, para 2020, houve novo aumento na renúncia de impostos, agora de 5,6%. Serão R$ 11.060.585.808,00 a menos no caixa do Estado decorrentes de "descontos" em três dos principais impostos recolhidos pelo Paraná. A gestão Ratinho Junior estima obter R$ 3,676 bilhões em IPVA no ano que vem, mas "perdoa" R$ 974 milhões do imposto devido sobre veículos automotivos. Prevê arrecadar R$ 32 bilhões em ICMS, enquanto desonera outros R$ 10 bilhões. O ITCMD, que é pago em transações imobiliárias e doações, deve trazer R$ 468 milhões - com renúncia estimada de R$ 3,5 milhões.  

Enquanto o governo renuncia receitas que viriam de empresas poderosas, os servidores que atendem à base da sociedade (saúde, segurança e educação) estão com os salários inflacionados. A situação é tão trágica e vergonhosa que já passa de oito mil o número de funcionários e funcionárias que recebem abaixo do salário mínimo regional do Paraná, cujo valor é R$ 1.306,80. 

Jorge Antonio de Queiroz e Silva, historiador, palestrante, professor.

   

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