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Greve Geral

Professor Jorge Queiroz    Por Jorge A.Queiroz e Silva
  Sábado, 08/06/2019, 21h30
  Fonte: Por e-mail
Bandeira do Brasil

           
Crédito da imagem: APP-SINDICATO.
Crédito da imagem: APP-SINDICATO.

Qual futuro está se desenhando para o Brasil? O direito ao porte de armas é viável? É correto facilitar a entrada de jovens em clubes de tiro enquanto verbas públicas, em pesquisa e educação, são cortadas?
           
Os cortes das verbas públicas em educação chegam a R$ 5,8 bilhões. Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da UFPR, diz ao jornal Metro, edição de 3 de maio do ano corrente: "Vamos chegar ao ponto de não poder pagar a limpeza, vigilância, água, luz. Afeta não só as aulas como a pesquisa." 
          
Cenário cinzento paira sobre o país - cultura e educação se convertem em coisas insignificantes. Reflitamos com Julio César Sutil, de Curitiba, à Folha de São Paulo, de 7 de junho de 2019: "Infelizmente, vejo o Brasil não como o ‘gigante que acordou', mas como o mórbido deitado eternamente no berço da ignorância."
           
No tocante ao modelo proposto da reforma da Previdência, que privilegia uma minoria, a maioria da população não concorda, pois diminuem as chances de aposentadoria digna dos mais pobres, dos professores e mulheres, além de comprometer a saúde pública. Conforme o Datafolha de abril, 51% dos brasileiros são contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019.
           
Diante desse quadro de insatisfação, metalúrgicos, motoristas, professores das instituições públicas, petroleiros, entre outros, farão Greve Geral na próxima sexta-feira, 14 de junho. Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), explica:
 
Ocuparmos as ruas e gritarmos ‘não' para a reforma da Previdência de Bolsonaro é fundamental. (...) A gente está pedindo para que os trabalhadores e as trabalhadoras que não vão à escola se reúnam com a comunidade escolar e expliquem os prejuízos causados pelo corte dos recursos da educação e na aposentadoria.  

Por sua vez Abraham Weintraub, ministro da Educação, relata ao G 1, em 7 de maio de 2019, sobre os cortes das verbas públicas e a Reforma da Previdência: 
 
Não houve corte, não há corte. Vou repetir: não há corte, há contingenciamento. Se a economia tiver um crescimento - e nem é 'recuperar' porque estamos em um marasmo a perder de vista - mas se tivermos crescimento econômico com a aprovação da nova Previdência, é só o que falta.
             
O que se lê nas entrelinhas não é o contingenciamento, mas o sucateamento da escola pública para privatizá-la. Da mesma forma o quer se quer é a falência da Previdência Social, por intermédio da proposta de Paulo Guedes, ministro da Economia, para privatizá-la. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) informa que dos 30 países que privatizaram a Previdência, 18 já mudaram para o modelo estatal.      
        

Jorge Antonio de Queiroz e Silva é historiador, palestrante, professor.


   

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