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Manifestações contra os ataques de Bolsonaro à educação

Professor Jorge Queiroz    Por Jorge A.Queiroz e Silva
  Segunda-feira, 20/05/2019, 08h30
  Fonte: Por e-mail
Bandeira do Brasil

Imagem: Estudantes da UFPR resistem aos ataques do governo Bolsonaro contra a educação.
Imagem: Estudantes da UFPR resistem aos ataques do governo Bolsonaro contra a educação.

No último 15 de maio, quarta-feira, as ruas das capitais e de inúmeras cidades brasileiras se encheram de manifestantes, cujos objetivos eram os repúdios ao modelo proposto da reforma da Previdência, que privilegia uma minoria, e ao corte dos gastos públicos de R$ 2,1 bilhões, nas universidades, e de R$ 914 milhões nas escolas do ensino básico.            

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, em visita ao Texas, nos EUA, também no dia 15, indagado pela imprensa sobre as manifestações que salvaguardam os recursos para educação, disse:   

É natural [que haja protesto], agora a maioria ali é militante, não tem nada na cabeça, se perguntar 7x8 pra ele, não sabe. Se você perguntar a formula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil (Folha de São Paulo, p. B16, 19 de maio de 2019).

Imagem: Jorge Queiroz e Maurício Requião, professor da UFPR e ex-secretário de Estado de Educação do Paraná, participaram das manifestações de 15 de maio.
Imagem: Jorge Queiroz e Maurício Requião, professor da UFPR e ex-secretário de Estado de Educação do Paraná, participaram das manifestações de 15 de maio. 
           
É certo que existiam, em âmbito nacional, manifestantes empunhando bandeiras partidárias, no entanto, a expressiva maioria era composta por pessoas insatisfeitas com o Governo Federal, que, na minha opinião, são semelhantes aos protestos de 2013.    
       
Ao chamar os (as) estudantes de "idiotas úteis", o presidente age com inabilidade e soberba, pois, além da agressão, ataca milhares de profissionais educacionais (sou educador) e milhares de pais.
           
Lembremo-nos de que o Datafolha, no mês passado, destacou que a avaliação de Jair Bolsonaro é a menor para presidentes no primeiro mandato. Os aborrecimentos ocorrem em todas as parcelas populacionais, inclusive, naqueles (as) eleitores (as) que votaram no distinto.
           
Se o declínio de Dilma teve início a partir das manifestações contra o aumento dos 20 centavos nas tarifas de transporte em São Paulo, no mês de junho de 2013, as quais levaram ao desgosto populacional, espera-se que Bolsonaro capte que não são somente os mais de 30% dos cortes na educação que desagrada o povo brasileiro.  
         
Tempo de refletir.  


Jorge Antonio de Queiroz e Silva é historiador, palestrante, professor.



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