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Michel Temer e Jair Bolsonaro em foco

   Por Jorge A.Queiroz e Silva
  Quinta-feira, 03/01/2019, 09h13
  Fonte: Por e-mail


Crédito da imagem: TV Brasil
Crédito da imagem: TV Brasil.

Com paupérrima popularidade, administração estanque e histórico de instabilidades, Michel Temer, melancolicamente, deixou o poder.  Conviveu com duas denúncias da Procuradoria-Geral da República. Antes de deixar o Palácio do Planalto sofreu mais uma denúncia de Raquel Dodge, procuradora-geral.

Com intuito de evitar uma provável prisão de Temer no ano corrente, aliados se empenharam para que o distinto se tornasse embaixador, o que não deu certo. 

Conseguiu atenuar os juros e conter a inflação, mas a administração Temer não conseguiu gerar crescimento e empregos. Agilizou a aprovação da reforma trabalhista que atende, tão somente, aos interesses patronais; a aprovação da lei do teto fiscal precarizando os atendimentos sociais; e a aprovação da reforma simplista do ensino médio, que exclui a maioria dos jovens da possibilidade do acesso aos saberes essenciais à vida.
 
Já Jair Bolsonaro, eleito 38.0 presidente da República, chegou ao poder por intermédio da massificação das redes sociais (WhatsApp, Facebook e Twitter). Defendeu o conservadorismo, com frases feitas, em detrimento das novas forças progressistas. A frase "precisamos mudar tudo que está aí", citada pelo presidente, é evasiva por não elucidar como conseguirá transformar a política.

Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação, apoia o projeto "Escola sem Partido", que amordaça a opinião dos professores nas salas de aulas, enaltece a reforma do ensino médio e rememora, com veemência, o 31 de março de 1964, data do golpe militar que perdurou por cinzentos 21 anos.

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Paulo Guedes, ministro da economia, formado num dos maiores espaços neoliberais, a Escola de Chicago, nos EUA, anuncia o controle dos gastos, por intermédio da diminuição da máquina pública, da dinamização das privatizações e da reforma da Previdência, ou seja, não se cogita cortar os pomposos privilégios, mas políticas sociais.

Tereza Cristina, ministra da Agricultura, é presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, cognominada bancada ruralista. Na condição de deputada, Cristina milita em prol do avanço do Projeto de Lei n.0 6299, que possibilita a liberação de agrotóxicos. Agricultura orgânica e familiar nem sequer são mencionadas.

Defensores da censura nas escolas, ruralistas e militares estão presentes nesse governo. Os sujeitos históricos, responsáveis pela produção das riquezas do país, devem resistir diante dos recrudescimentos das políticas neoliberais coordenadas pelo Estado, em consonância com os interesses do grande capital.

    Jorge Antonio de Queiroz e Silva é historiador, palestrante, professor.



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