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Frei Ivo Bonamigo, Presença na Ausência

Zelia Bonamigo    Por  Zélia Maria Bonamigo, 
  Jornalista e antropóloga
  Quinta-feira,13/12/2018, 09h20


Frei Ivo, um olhar amigo
Frei Ivo, um olhar amigo

Muitos tios e tias são interessantes, mas Frei Ivo Bonamigo, o meu tio, sempre foi especial para nossa família e, para mim, um amigo querido. Admirava o fato de seu entusiasmo pelas causas de Jesus Cristo, mas principalmente seu dinamismo, alegria, disposição e aquela capacidade de sempre desafiar quem dele se aproximava.

Sempre recebíamos suas cartas contando as novidades do que fazia e do que vivia, algumas pequenas dificuldades. Ao longo da vida, no entanto, se tornou escritor de suas experiências. Escrevia e desenhava. As experiências que obteve no atendimento de confissões viraram livros. Publicou diversos, alguns dos quais tive a oportunidade de acompanhar bem de perto.

Gosto de lembrar algumas das estrofes do livro Convivência (2011), tema Aprendendo e Agradecendo (p.16 e17, estrofes 3, 4, 7, 8), quando recorda os costumes da infância:

Papai pensou em tudo:
Plantou selecionada vinha,
fez um grande parreiral
e caprichava na vindima.  

Construiu um bom porão,
nele colocou belas pipas.
Colhia uva, fazia vinho,
enchia todas as barricas.  

Na colheita da uva se festejava,
chamava-se um sanfoneiro,
preparavam-se assados e doces
que alegravam o mundo inteiro.  

De noite se dançava
Numa alegria geral.
Entre parentes e amigos,
não havia festa igual.  

Datas importantes de sua história de vida   Nascimento: 07 de abril de 1930 em Ouro-SC.

Entrada no seminário em Barra Fria (Lacerdópolis-SC): 03 de março de 1943.

Final de 1943: Ida a Botiatuba-PR.

Recebeu o hábito de Capuchinho: 15 de janeiro de 1949.

Profissão temporária: 16 de janeiro de 1950.

Profissão perpétua: 2 de fevereiro de 1953.

Ordenação diaconal: 4 de dezembro de 1955.

Ordenação presbiteral: 26 de maio de 1956 e logo em seguida, primeira missa festiva em Novo Porto Alegre, município de Ouro-SC.
No Paraná, trabalhou em Siqueira Campos e Wenceslau Braz.

Foi missionário por sete anos. Ao longo de 30 anos atuou de forma marcante em muitas paróquias, a exemplo de Reserva e Rio Branco.

Para recuperar a saúde, foi transferido para a Casa de Oração.

Em 1990 foi enviado ao Santuário São Leopoldo na CIC.

No ano seguinte foi transferido para Reserva novamente.

Em 1995, devido a um acidente ocular foi transferido para o Convento de Mercês onde trabalhou como porteiro.

Em 16 de maio de 1997, passou a substituir frei Miguel, então falecido, no Santuário São Leopoldo na CIC.

Depois de 12 anos, em 10 de fevereiro de 2008, voltou ao Convento de Mercês).

(Fonte: Jornal O Capuchinho, Ano XVII - n.º 162 - Abril/Maio.2016).

Participou da missa de corpo presente do irmão, Alduino Angelo Bonamigo, em 01/08/2018, e falou da beleza da vida e da grandeza da morte.

No convento de Mercês residiu até adoecer, em outubro de 2018, local onde atendia fiéis em confissão, desenhava, escrevia poesias e publicou cinco livros.

Partiu para a eternidade dia 8 de novembro de 2018, com 88 anos de idade.

 
Zélia Maria Bonamigo é jornalista e antropóloga,
preparadora de livros para publicações.

 


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