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Estudantes saem às ruas protestando contra a reforma do Ensino Médio

Por JoaquimB. de Souza - quinta-feira, 06/10/2016, 10:40

Estudantes do Ensino Médio das escolas paranaenses saíram às ruas para protestarem contra a duvidosa proposta de reforma do Ensino Médio do governo Temer que, segundo educadores, só trará prejuízo à educação brasileira.

Imagem: Reprodução/Patricia Panaino/Colegio Senador
Imagem: Reprodução/Patricia Panaino/Colegio Senador
Com palavras de ordem "Fora Temer" e "Richa é caloteiro", estudantes através da manifestação "Escola na Rua", tentam despertar a comunidade para o problema que essa confusa proposta poderá trazer à comunidade escolar; ainda que seus pais sejam omissos quanto os problemas reais que estão acontecendo no país, como também muitos educadores se acomodam em seus "quadrados" preferindo não participarem de atos para impedir esse desmando da educação, o movimento chama atenção para um debate amplo em torno do tema.

O professor Jorge Queiroz, em seu artigo "Educadores denunciam as reformas no Ensino Médio", chama atenção:

"A comunidade paranaense sabe que os (as) educadores (as) da rede estadual de ensino do Paraná estão em estado de greve, pois a dívida do governo para com a categoria está próxima dos 400 milhões de reais. Beto Richa informou, na semana passada, que quitará essa dívida no mês de janeiro do ano vindouro, mas parte significativa da categoria duvida dessa quitação devido aos inúmeros contratempos tidos com o governo de plantão, que não são poucos".

Em seu artigo "Proposta de reforma do ensino médio não agrada", o professor Jorge Queiroz afirma:

"O governo optou pela Medida Provisória n.° 746 para introduzir a reforma, em vez de um projeto de lei. Ao agir de forma antidemocrática, gera, evidentemente, desconfortos entre educadores (as) que anseiam por um modelo de escola mais participativo".

Portanto, percebe-se uma clara tentativa do governo evitar o diálogo com a comunidade escolar tentando impor normas de cima para baixo sem discussão. Entretanto, as manifestações para expressar esse descontentamento com a proposta toma conta do país.

O governo golpista de Temer acostumado o modelo de "regime militar" terá dificuldade em fazer prevalecer sua única vontade para impor uma regra na marra. Ainda que conte com o apoio das grandes mídias que recebem fartas compensações financeiras em anúncios publicitários estatais.

A tentativa de destruir o ensino público em benefícios das escolas particulares poderá não vingar se a comunidade escolar continuar vigilante e reagir a qualquer tentativa de golpe contra a educação pública.


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