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Educadores denunciam as reformas no Ensino Médio

Por Jorge Antonio de Queiroz e Silva - domingo, 02/10/2016, 19:50

Imagem: Crédito da imagem: APP-Sindicato

Imagem: Crédito da imagem: APP-Sindicato

A comunidade paranaense sabe que os (as) educadores (as) da rede estadual de ensino do Paraná estão em estado de greve, pois a dívida do governo para com a categoria está próxima dos 400 milhões de reais. Beto Richa informou, na semana passada, que quitará essa dívida no mês de janeiro do ano vindouro, mas parte significativa da categoria duvida dessa quitação devido aos inúmeros contratempos tidos com o governo de plantão, que não são poucos.

Aliás, lembro, que os (as) profissionais da educação vêm insistindo com o governo que seja retirada a falta do dia 29 de abril de 2016. Nesse dia a categoria realizou uma aula de cidadania nas ruas de Curitiba para relembrar o Massacre de 29 de abril do ano passado. E com razão, pois naquele dia profissionais do ensino básico e universitários (as) estaduais e estudantes foram massacrados, em greve, no Centro Cívico (ou Incívico), em Curitiba, quando repudiavam o Projeto de Lei 252/2015, encaminhado por Beto Richa à Assembleia Legislativa, que alterou a ParanaPrevidência.

Além desses problemas com o governo estadual, os (as) educadores (as) vêm enfrentando problemas, e sérios, com o governo federal, aliado de Beto Richa.

Pois bem, com o intuito de diminuir a evasão escolar e deixar mais atraente o ensino, o governo federal divulgou, no último dia 23 de setembro, a proposta de reforma do ensino médio, porém o governo federal optou pela Medida Provisória n.° 746 para introduzir a reforma, em vez de um projeto de lei. Ao agir de forma antidemocrática, gera, evidentemente, desconfortos entre educadores (as) que anseiam por um modelo de escola mais participativo.

Mediante esse quadro de instabilidade, a APP-Sindicato convoca os educadores e as educadoras, bem como a comunidade escolar, para mobilizações em todos os municípios do Estado, na próxima quarta-feira, 5 de outubro, cujo objetivo é denunciar as reformas no Ensino Médio por intermédio dessa Medida Provisória.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato):

As alterações no Ensino Médio vão afetar a rotina de toda a escola, desde o trabalho dos (as) educadores (as), a rotina de estudantes e a escola como um todo. Uma panfletagem será feita pelos (as) educadores (as) para denunciar estas mudanças. Por ter sido imposta pelo governo federal, sem debate algum com a educação pública de todo país, a sociedade em geral ainda não sabe como essas mudanças vão afetar negativamente os (as) próximos (as) estudantes a partir de 2018.

Marlei Fernandes de Carvalho, secretária de Finanças da APP-Sindicato, reforça a importância da aula pública da próxima quarta-feira:

O dia 05 de outubro é um dia de luta nacional contra a medida provisória 746 que muda radicalmente o ensino médio no país, e não muda pra melhor, pelo contrário, muda pra pior. Muda sem debate algum com estudantes, pais e mães e conosco, trabalhadores e trabalhadoras da educação.

Esperam-se atos nos entornos das escolas, panfletagem, bem como debates com a comunidade e, evidentemente, concentrações nos municípios paranaenses. Na capital paranaense, a concentração será às 10h, na Praça da Democracia, a Santos Andrade .

Marlei Fernandes de Carvalho convoca educadores (as) para Dia da Escola na Rua. Confira em:



Jorge Antonio de Queiroz e Silva é historiador, palestrante, professor.


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