Lembranças de Vinicius de Moraes

Rememoram-se 40 anos de falecimento de Vinicius de Moraes (19 de outubro de 1913 a 9 de julho de 1980), porém ele continua vivo no imaginário social, na diplomacia, na dramaturgia, na poesia, no canto e na composição, só para dizer alguns dos seus talentos. (Prof. Jorge Queiroz)

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Enumero três momentos da vida de Sergio Fernando Moro, natural de Maringá - PR (10 de agosto de 1972), ex-ministro da Justiça, ex-magistrado, professor universitário. (Texto Prof. Jorge Queiroz)

Massacre do Centro Cívico completa cinco anos

Aos 29 de abril de 2015, educadores (as) do ensino básico e universitários (as) estaduais e estudantes, em greve, repudiavam o Projeto de Lei 252/2015, encaminhado por Beto Richa, ex-governador do Paraná (janeiro de 2011 a abril de 2018) e réu em ações por inúmeros crimes, à Assembleia Legislativa, que alterou a ParanaPrevidência. (Texto Prof. Jorge Queiroz)

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Histórias de Jussara – Braços Fortes, por Américo Colauto Filho

Relato de Américo Colauto Filho - quarta-feira, 24/02/2016, 10h22

Histórias de Jussara – Braços Fortes, por Américo Colauto Filho (Foto: acervo Kimura)

Provavelmente, vindos de Apucarana/Pirapó, meus pais chegaram em Jussara, em 1952, para abrir a mata e formar lavoura de café, na Estrada Buriti, num lote de terra adquirido diretamente da Companhia.

Com meus pais veio apenas minha irmã mais velha. Minhas outras três irmãs e eu nascemos todos na Gleba Buriti. A área total do sítio era de quinze alqueires, mas ao meu pai coube uma área de dez alqueires. Pura mata nativa, fechada. As condições para a formação dos cafezais nesse local era bastante favorável, por ser a região mais alta.

A derrubada foi no braço, machado e traçador. Até que tudo ficasse pronto para trazer a família toda, um acampamento improvisado abrigava meu pai e o pessoal contratado para ajudar fazer a derrubada.

Com um Jeep, vinham todos, trabalhavam durante a semana e voltam para casa em Pirapó. Depois enfrentava outra semana, e assim, semanas e semanas até toda mata estar no chão. Embora, a viagem fosse feita de Jeep, imagina as condições das estradas de Maringá até Jussara/Buriti. A viagem, às vezes, levava dois dias! Entretanto, diferente dos dias atuais, não se ouvia reclamações, toda aquela gente nova que também vinha para cá estava abrindo um município inteiro.

Mesmo até ao Rio Ivaí, depois de partir de Maringá, o que via era um "túnel" no meio da mata que pela lâmina de chão batido chegava brilhar e pela umidade lisa como um sabão depois de qualquer chuvisqueiro. Pelo menos na nossa região, o pessoal que estava derrubando as matas, formando lavoura de café, também ajudava a consertar as estradas com seus enxadões, enxadas, foices, machados, enfim, era preciso romper também essas dificuldades.

Claro, abrir a matar era de muito risco, muito perigo. Não apenas pelos riscos dos animais nativos e selvagens, onças, cobras e outros animais da mata; também muitos traziam peões que pouco os conhecia correndo riscos do desentendimento, brigas, conflitos.

Após vencer a mata, era preciso construir uma casa para receber a família. Meu pai com a ajuda do pessoal que também ajudara a derrubar a mata, construiu no braço a casa, para os padrões da época, com os confortos necessários.

Depois de formada a lavoura de café, embora o local fosse mais alto da região, as geadas assustavam um pouco, sempre ameaçando arremessar por terra o grande sonho. Contudo, se conseguia boas safras que eram entregues em cafeeiras de Jussara, como do Corazza, e outros, como caminhões das próprias cafeeiras ou contratadas por elas. Como todos sabem, as ruas dos cafezais eram preenchidas com outras lavouras, como: milho, arroz, feijão que, tirada a reserva de consumo, o restante era entregue em cerealistas de Jussara.

Lembro-me que frequentávamos muito a venda, inclusive, a Igreja, a escola e campinho. Assim, frequentar Jussara era mais raro. Claro, nessa época tudo já estava colonizado, município muito bem habitado e a cidade formada.

Com orgulho quero registrar que meu pai foi vereador por dois mandatos e que também foi "Inspetor" na Gleba Buriti, uma função comum na época para resolver problemas de cada localizada, sejam bairros, glebas, estradas. Porém, o sonho do café se dizimou com a grande geada de 1975. E, a partir de 1976, passamos a morar na cidade de Jussara. Mas aí já é outra história.

Quero registrar que tempos depois me tornei vice-prefeito do município de Jussara (2009-2012), cargo que o tive com orgulho e honra.


Fonte: Histórias de Jussara na Visão de Pioneiros, 1ª ed. Clube de Autores, 2016, págs 95-98)

Histórias de Jussara na Visão de Pioneiros, 1ª Ed. Clube de Autores
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