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História de Jussara, o Ouro Verde

Relato de Valdomiro Souza - sexta-feira, 20/11/2015, 18h04

Na foto de 1967, Vady Preciso, Domingos Menolli e Tuca
Na foto de 1967, Vady Preciso, Domingos Menolli e Tuca posam ao lado da Rural adquirida da família de Valdomiro Souza, pelo Sr. Vady.

Na década de 60, eu, meus pais, cinco irmãos e uma irmã, chegamos ao município de Jussara, vindos do município de Tupinambá, da fazenda Santa Josefina, da Estrada 88, para estabelecermos na Estrada Mamonal.

O motivo da mudança para cá foi à compra de um sítio de dez alqueires para formar café na Estrada Mamonal, fundos com Rio Mamonal, vizinho de Paulo Balabem. Na época não se pensava em outra coisa a não ser formar lavouras de café, o ouro verde (grifo é nosso).

A propriedade era bem localizada, pois apenas doze quilômetros de Jussara, vínhamos sempre que preciso num caminhão GMC e, posteriormente, com Jeep ou Rural adquiridos já morando no município de Jussara.

Quando vínhamos à Igreja ou festa na paróquia, sempre o caminhão GMC trazia a sua carroceria lotada com a vizinhança, uma característica da época porque nem todos possuíam veículos motorizados; a maioria apenas de tração animal, como carroças ou charretes.

Falar das estradas da época é viajar no tempo, pois não eram cascalhadas e sendo terra roxa, quando chovia ficavam intransitáveis. Era comum o caminhão encalhar ou derrapar para os barrancos. O resto do trecho era feito a pé e o caminhão rebocado depois que a estrada secava.

Alguma manutenção ou consertos de pontes, os moradores não ficavam esperando pela prefeitura, pois praticamente não tinha equipamentos para dar conta de tudo. Aí o povo se reunia e dava um jeito.

Nota do Editor

Para o autor do livro "A Economia Cafeeira", da transação na Coletoria de Tibagi, em 1926, surgiriam 63 cidades ou patrimônios, com distância de 15 a 18 quilômetros entre elas. O município de Jussara surgia além do Ivaí, em 1951. Oito mil alqueires estavam demarcados e prontos para serem comercializados. Os primeiros compradores foram Mario Sérgio de Carvalho e Marcio Tavares de Menezes. Comerciantes, solteiros, residentes em Cornélio Procópio, adquiriram, em 1951, o lote de terras nº 108, atualmente denominado Gleba Cananéia. (LAPA, José Roberto do Amaral. Ed. Brasiliense, 2ª edição).

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