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Nossa responsabilidade para com o País – Parte II

Alamar Régis Carvalho

Os Doentes Partidários


Nossa responsabilidade para com o País – Parte II

Mesmo diante de tal situação ainda encontramos milhões de brasileiros que vivem como se fossem desprovidos de cérebro, já que demonstram ser carentes de inteligência, e se apegam a determinados partidos, do mesmo jeito que milhões de idiotas brasileiros criam paixões por clubes de futebol, daí encontrarmos torcedores que chegam até a assassinar torcedores dos times rivais, num dos mais primitivos e selvagens exemplos de convivência humana, no nível dos animais mais selvagens.

Existe algo mais selvagem do que um empresário corintiano negar emprego a uma pessoa, só porque ela torce pelo Palmeiras?

O doente partidário é uma vaca, é uma besta quadrada que fica cego até para as delinquências dos membros do seu partido. Caso um desses membros seja flagrado em crime, até mesmo um assassinato, um roubo ou um processo grave de corrupção, o imbecil passa a achar que ele é perseguido político, e, mesmo que o vê ser condenado pela instância máxima da Justiça Brasileira, que é o Supremo Tribunal Federal, o vê como vítima de perseguição política, embora não tenha sustentação para identificar quem seriam esses supostos perseguidores.

Agora mesmo vimos um partido afrontar o Supremo Tribunal Federal, incitando a sua militância a fazer vaquinha para pagar dívidas de condenados, numa das maiores transgressões constitucionais que o país já teve notícia.

A besta partidária vê todos os membros do seu partido como santos e todos os membros do principal partido de oposição ao seu, como corruptos, ladrões e demônios.

A besta partidária, por ser uma besta, entende que o seu partido é o único preocupado com os interesses do povo e que todos os que pensam em contrário são burgueses que querem fazer com o povo brasileiro aquilo que Adolf Hitler fez com os judeus. É demais, gente.

Enfim, a besta partidária não tem inteligência suficiente para avaliar a qualidade dos candidatos numa eleição, para ele basta que ostente a bandeira do seu partido, mesmo que seja um analfabeto, incompetente e até ladrão. Não seja besta partidária

Brasileiro que tem o mínimo respeito pela sua dignidade, que tem pelo menos um mínimo de inteligência, jamais coloca partido político acima da sua razão, porque tem consciência de que, assim como um hospital precisa de médicos competentes para dirigi-lo, assim como a construção de uma grande ponte precisa de engenheiros competentes para garantir a sua segurança, as companhias aéreas precisam de pilotos competentes para conduzir as suas aeronaves a política também deveria depender de gente competente para desempenhar os diversos cargos.

A quem deveria ser confiada a condução de um Ministério? Ao mais competente homem afim com a área a que se destina. Se for da Saúde, a um excelente médico e administrador, se for da Agricultura, a um competente brasileiro na área da Agricultura... etc.., mas infelizmente não é assim, o ministério sempre tem que ser ocupado por uma indicação do partido coligado, onde a condição "sine qua non" para a indicação é saber se o elemento topa fazer as jogadas políticas, as malandragens das licitações fraudulentas e toda a safadeza que a política partidária contempla. 

Transformar em vereador, deputado ou senador uma besta quadrada qualquer, só porque é líder de passeatas, líder de fazer greves, de sindicatos, habituado a falar mal dos outros, líder de uma determinada igreja ou vive subindo em palanques para se dizer defensor dos pobres é uma das maiores burrices que um cidadão pode fazer em relação ao seu país.

Acreditar que apenas um partido é representação dos "trabalhadores" é a mesma coisa que acreditar num outro que se dissesse representante das pessoas que tem bunda. Afinal de contas, existe alguém que não tenha bunda? Da mesma forma, existe alguém no País que não seja trabalhador?

A sua mãe, em casa, trabalha o dia inteiro na limpeza da casa, no preparo do alimento, nos cuidados com a roupa da família, etc... Os médicos, que são considerados elites e burguesia, também trabalham com uma responsabilidade enorme para cuidar da saúde dos seus pacientes, sujeitos a serem responsabilizados e até serem presos caso alguém venha a óbito e os familiares atribuam a morte a um possível erro dele. Nenhum outro trabalho está sujeito a tal risco.

O dono da padaria, considerado elite e burguesia por ter uma empresa, também dá um duro enorme o dia inteiro para administrar e operar o seu empreendimento.

Por que todo cidadão brasileiro que se empenha nos estudos, se mata para concluir um curso superior, forma-se numa determinada profissão, dedica-se por ser um profissional de destaque e, em decorrência disto, passa a ter uma vida de sucesso e consequentemente um confortável padrão econômico financeiro, generalizadamente passa a ser considerada elite, burguesia e responsável por todos os males que ocorrem com o segmento populacional considerado mais pobre?

Por que para ser digna no Brasil a pessoa tem que ser pobre e miserável? A entrada na Universidade então é a entrada na escola do crime?

Lamentavelmente esta é a conclusão que se chega a considerar que todas as pessoas que se formam e conseguem ficar bem sucedidas na vida, necessariamente são enquadradas como elites e burguesias, e passam a ser responsáveis pela desgraça das classes de menor poder aquisitivo.

E haja cacete em cima delas. Se os que ganham mais, naturalmente já pagam mais impostos, por ação da matemática no campo da proporcionalidade, por que o governo determina que a essas pessoas têm ainda que extorquir mais?

Não é uma forma de punir e castigar o cidadão pelo fato de ter estudado, ter se empenhado e vencido na vida, como se dissesse a ele:

- "Quem mandou você estudar, seu trouxa? Você teria que ficar na vagabundagem, nos bares tomando cachaça, jogando bilhar e esperar que o governo providenciasse dinheiro, subtraído dos produtivos, para sustentar os filhos que você coloca no mundo".

Implicitamente está caracterizada que existe na filosofia do governo certa raiva dos que estudam, que se forma e que alcança sucesso na vida. Não deu pra perceber essa onda de ódio que existe contra os médicos, por exemplo?

Inventaram uma campanha de jogar a população contra os médicos, com uma pergunta de interesses políticos: "Cadê os médicos, que não estão nas pequenas cidades do interior?" Quando na verdade deveriam perguntar: "Por quais motivos os médicos não estão querendo vir para as cidades do interior?"

As pessoas não sabem que as prefeituras não pagam os médicos, enrolam os médicos, prometem pagar uma coisa e na hora do "vamos ver" pagam outra, não dão condições de trabalho, não investem nos postos de saúde, raio X não funciona, ultra sonografia não funciona, ambulância está quebrada a mais de um ano e querem que eles façam milagres.

Muitas são as malandragens da política e demandaria escrever um livro para falar sobre algumas delas.

(Fonte: Mailing alamarregis@redevisao.net de Alamar Régis).

Alamar Régis Carvalho é Analista de sistemas
 e escritor.




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