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Nossa responsabilidade para com o País – Parte I

Nossa responsabilidade para com o País | bandeira brasileira

Alamar Régis Carvalho

Culturalmente vivemos num país onde a população não tem a menor preocupação com a Nação, não há o menor sentimento de patriotismo e culturalmente somos absolutamente indiferentes em relação a essa "coisa" chamada Brasil.

Em qualquer solenidade ou momento onde toca o hino nacional você conta uma, duas ou três pessoas, no máximo, que coloca a mão direito no peito. O ato de levantar-se, então, é coisa que todo mundo faz, mas muitos só se levantam porque veem muitos outros se levantarem e não querem ficar diferentes, sendo a única pessoa que ficou sentada.

- Ah, Alamar, mas isso aí é formalidade!

Eu sei que é, só que a própria existência do hino, da bandeira e dos símbolos da Pátria também são. Dar "bom dia", "boa tarde", "boa noite", "com licença", "por favor"... também são formalidades. E daí?

O país tem muitos mastros instalados, em vários lugares, mas a maioria deles nunca tem bandeira hasteada. Podem observar.

A indiferença em relação ao civismo é tão grande no Brasil, que os próprios governantes aboliram a matéria "Educação Moral e Cívica" do currículo escolar.

Lembro-me quando fui aos Estados Unidos pela primeira vez, impressione-me em ver a bandeira americana hasteada em tudo quanto é canto. Até em lojas de vendas de automóveis vi a bandeira hasteada, ou melhor, várias.

Na mesma viagem vi um desfile de pracinhas, idosos, na 5ª Avenida, em Nova York, e também fiquei impressionado com a multidão superlotando toda a extensão da enorme avenida, num frio desgraçado, com bandeirinhas nas mãos, crianças, adolescentes, adultos e idosos aplaudindo emocionadamente aqueles homens que desfilavam, como se ali estivessem passando o Frank Sinatra, o Elvis Presley, o Michael Jackson ou outras grandes estrelas da música ou do cinema que normalmente o povo idolatra. Os pracinhas eram vistos como verdadeiros heróis, e vi inclusive pessoas com lágrimas nos olhos.

Você já assistiu a algum filme americano que não tenha pelo menos uma cena em que apareça a bandeira deles?

Falem o que quiserem falar dos Estados Unidos, mas que patriotismo ali é coisa que faz parte da cultura popular, não tenhamos dúvidas. É geral, no país inteiro.

- E o brasileiro, como é em relação a isto?

Já foi bem melhor no passado, no tempo em que alunos respeitavam e consideravam os seus professores, que o governo não roubava os aposentados e que bandidos não recebiam proteção especial dos governantes.

Estamos em mais um ano de eleições no País e sugiro que você pergunte às pessoas que convivem à sua proximidade:

- O que você está fazendo em relação às eleições deste ano?

A maioria não está nem aí e, direta ou indiretamente, vai dizer: Que pressa é essa? As eleições ainda vão acontecer em outubro. Tá cedo demais.

Não está cedo não, já era para todo mundo começar a se preocupar em saber quem serão os candidatos da sua região, para agir desde agora em pesquisar a vida do cidadão, saber quem ele realmente é, o que faz, quais são as suas afinidades, os seus ideais, a sua conduta moral, a sua relação familiar, o seu histórico de vida e também avaliar se ele tem mesmo condições de representar o povo.

Infelizmente o brasileiro não está preocupado com nada disto e sai elegendo e reelegendo pessoas que não tem a menor capacidade para estar no parlamento ou no executivo lhe representando.

Aproveito e apresento uma sugestão para que você, meu leitor, faça em relação às pessoas que estão perto de você: Pergunte quantas vezes elas já entraram no site da Câmara dos Deputados, em Brasília, para verificar o que fazem eles, quais os projetos que cada um apresenta e o que cada um fala em plenário.

Vai ser uma decepção, porque é uma vergonha!

Vai perceber que a maioria não tem projeto nenhum e, quando tem, são propostas ridículas que nada tem a ver com questões de abrangência nacional, o que seria o papel de um deputado FEDERAL, e que essa maioria age como se fosse vereador, ou seja, preocupada com reforma de um colégio do bairro tal da sua cidade, nome de rua, moção de puxa-saquismo a personalidades da sua cidade (geralmente ricas e poderosas), etc... meramente por razões eleitoreiras.

Procure saber quem já teve a curiosidade de passar uma manhã ou uma tarde inteira assistindo a TV Câmara e a TV Senado para saber quais os assuntos que eles tratam lá. Não estou sugerindo a ninguém assistir esses canais habitualmente, como assistem a Globo, mas assistir pelo menos de vez em quando, para se informar e inteirar sobre a realidade dos homens que decidem os destinos do país.

Você sabia que os funcionários operadores de câmeras das TV Câmara e TV Senado, hoje, são recomendados a não focarem a plateia, constituída respectivamente pelos deputados e senadores, exatamente para não mostrar para o Brasil a vergonha que é o comportamento deles lendo jornais, falando ao celular, batendo o papo, dando gargalhadas enquanto um deles está na tribuna e que não chega a dez por cento o número de parlamentares que presta atenção no que o colega fala?

Sabia que raro é o momento em que o plenário, tanto da Câmara quanto do Senado, chega a ter mais de 30% de presença?

Mas se for sessão para votar aumento dos salários deles, aí você pode ter certeza de que haverá 100% de presença.

Procure saber se os seus próximos sabem que os deputados e senadores são verdadeiras marionetes, vivendo como acéfalos, sem capacidade de pensar e discernir, porque são obrigados a votar conforme as conveniências dos seus partidos.

As pessoas sabem que no Brasil tem muitos partidos políticos, mas não sabem que a maioria não tem ideologia nenhuma, porque são legendas de aluguel, para negociar "base de apoio ao governo" e o seu tempo no horário do "T.R.E." no rádio e na TV.

Conforme for a grana e as vantagens oferecidas, eles aceitam ser base de apoio e daí fazerem parte da situação; se a oferta não for boa, optam por ser oposição.

Enfim, não tem idealismo nenhum tem é o "quem dá mais".

Assim é, por exemplo, o PMDB, (...). Assim como ele negociou com Collor, para dar apoio ao PRN, negociou com Itamar, negociou com o PSDB, negociou também com o PT, assim que esse assumiu o poder. Se não lhe fossem oferecidas vantagens, ministérios PODERO$O$, autarquia$ e muita grana, com certeza ele seria oposição.

E assim ele fará com o próximo partido a governar o País, seja ele qual for, porque é um partido do "quem dá mais". Não é o Alamar quem diz isto não, são os nomes mais ilustres que ainda estão naquela legenda como o respeitável senador Pedro Simon e o Jarbas Vasconcelos.

Os partidos menores seguem pelo mesmo caminho.

(Fonte: Mailing
alamarregis@redevisao.net de Alamar Régis ).

Alamar Régis Carvalho é Analista de sistemas
 e escritor.



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